O Dream’NGO  é um projeto, MEI, estilo de vida que tem o objetivo de me despertar e despertar sonhadores pelo mundo para viverem de sua mais alta vibração e potencial. Acreditar que é possível, materializar, fazer, seguir o coração, evoluir. Para alcançar esse despertar utilizo atendimentos, a Rede de Sonhadores Birutas, palestras, workshops, esse site porém nunca contei a minha história por aqui, explicando um pouco da onde nasceu tudo isso. No final dessa história acredito que vocês também entenderão o que é a energia do DreamN’GO.

Bom, nasci numa família de 6 pessoas, minha mãe Valéria, meu pai Leandro, minha irmã Larissa e meus dois irmãos Lucas e Luan. Todos morávamos  em cidade pequena chamada Pilar do Sul, interior de São Paulo. Sempre cresci brincando na rua, visitava o sítio da família, mas também gostava muito de mexer com computadores por influência do meu pai principalmente com pokemon e Roller Coaster.

Por ser o filho mais velho, o senso de responsabilidade veio bem cedo, pois tinha entendido o meu papel em puxar a família. Sempre tive essa preocupação de ser “alguém na vida”. Logo chegaram os 15 anos e fui estudar em uma escola que preparava para o vestibular em uma cidade maior da região, Sorocaba. Essa foi uma das primeiras grandes mudanças. Como sempre fui muito competitivo em toda a minha vida, levei isso comigo, logo sempre quis ficar no topo da lista dos simulados. Revendo esse episódio agora, realmente era um robô que decorava e aplicava lógicas. Um robô eficaz. Esse era o meu sonho.

Em 2006 consegui passar no vestibular em Engenharia de Computação na USP de São Carlos. Estava muito feliz pois fui a primeira pessoa que começou a estudar em universidade pública da família. Referência para muitas conversas que acontecia lá em casa.  Outra mudança acontecia, agora indo morar em república em outra cidade. Já em São Carlos, os anos passaram rápido e não via a hora de começar a trabalhar e fazer minha própria grana. Assim o sonho tornou em trabalhar em uma multinacional. Ele se realizou já em 2010 durante o último ano de faculdade. Estava muito feliz ingressando no setor bancário que pagavam bem. Trazia status e segurança.

Embora tivesse entrado no ambiente corporativo, eu tinha uma segunda vida fora dele que era viajar algumas vezes me hospedando nas casas das pessoas que eu conhecia pelo site do CouchSurfing. Hospedava pessoas em casa, era uma experiência incrível. Um dia porém, um dos meus hospedes me chamou a atenção. Quando cheguei do trabalho com roupa social, o argentino  mais velho que eu me disse: “Você parece adulto”. E lá dentro, uma criança que não ouvia há muito tempo, gritou “ Não quero ser adultoooooo!”. Fiquei muito pensativo mas depois esqueci com a rotina do trabalho.

Passaram 3 anos trabalhando, ambiente competitivo, me sentia em casa, pois sabia muito bem como as regras funcionavam, meritocracia, “justiça” afinal de contas né. Lia todas as revistas da época Você/SA, Exame, MundoPM etc. Meu sonho vinha estampado nas capas. Ser presidente de uma empresa e conseguir o primeiro milhão de reais antes dos 30. Tudo ia muito bem como planejado, até que comecei a perceber que muitas dessas pessoas que conseguiram esse feito eram divorciadas. Opa, não quero mais ser presidente, agora aceito o cargo de diretor. Para logo depois perceber que também em sua maioria eram divorciados. Para ir repensando meus planos, pois algo lá no fundo não fazia sentido, não estava seguindo meu coração. Estava seguindo minha mente. Tudo parecia muito confuso, não encaixava minha vida de viagem e hospedagem com o trabalho até quando num belo dia um amigo do trabalho me perguntou:

Viu Malhado ( apelido da faculdade que uso até hoje), percebi que você não manja de nada, não sabe o que acontece no mundo, não anda muito informado das coisas, não manja de música, filme etc. O que você faz da sua vida? Me explica seu dia comum. Comecei explicando que acordava as 7:15 , tomava banho, comia correndo, pegava o transporte até o trampo. Tudo calculado para chegar as 9. Aí ficava até as 18h. Nunca faltava a caminhada no quarteirão e cafezinho gourmet para satisfazer muito mais o ego do que o paladar. Jantava na região e chegava em casa por volta das 20h. Ali ficava no Facebook, assistia qualquer coisa quase nunca lembrava e ficava pronto para dormir para acordar novamente. Nos finais de semana fazia de vez em quando umas viagens com Couchsurfing muito legais, baladas, visitar a família. Mas mesmo assim era muito. Nesse meu discurso, um insight muito forte veio a mim. Você não está fazendo nada com a sua vida. Por que tudo isso? Para quem? Cadê aquele sonho que tanto seguia antigamente?

Foi por essa época que comecei a resgatar um velho sonho. O sonho de viajar o mundo que tinha na faculdade. Relembrei uma época que tinha vários documentos para fazer um mestrado na Alemanha que não deu certo, lembrei da viagem a trabalho para os estados unidos ( Work and Travel), conversei com alguns amigos que fizeram isso, participei mais ativamente do Couchsurfing hospedando mais pessoas que o normal até que me perguntei: O que você vai fazer com o 1 milhão de reais? Viajar o mundo. Logo em seguida, você não poderia viajar o mundo com o que já tem? 5% disso tudo? Posso, me hospedo na cada das pessoas, morrer de fome não iria. E por outro lado, era uma analista junior, se tudo desse errado eu acreditava que poderia dar um jeito que conseguir um mesmo trabalho no futuro, eu tinha o menor cargo da organização. Obs: É lógico que não ia conseguir juntar os 1 milhão e mesmo se o fizesse a muito custo, já estaria preocupado em ganhar os 5 milhões e por ai vai.

E quase que um passe de mágica ( Física quântica lógico) 2 semanas depois desse pensamento, um amigo veio conversar comigo se eu queria viajar pela AIESEC ( organização internacional de liderança e intercambio) pois ele se lembrava do meu sonho. Não tive dúvidas, percebi o momento, juntei a coragem que estava aumentando dentro de mim e fui pedir demissão. Conversei com a minha família e disse vou para qualquer país menos a Índia. Era um sentimento de liberdade, alívio e finalmente sentia meu coração vibrar.

Enquanto fazia as entrevistas para o futuro estágio fora do país, comecei a viajar a algumas capitais do país para conhecer o Brasil antes de me despedir dele. E por onde eu ia e contava do meu sonho de viajar o mundo, perguntava os sonhos das pessoas. Muita gente começou a dizer, vai para  Índia, vai para a Índia. Justamente aquele país que eu não queria ir. Acabei indo. Três meses depois estava passeando pelo mercado conturbado de Mumbai. Outubro de 2012.

As únicas informações que me preocupei em conseguir para a viagem era que teria alguém me esperando no aeroporto, beba somente agua de garrafinha e tire um visto antes, só. Sempre fui do tipo de pessoa vou lá para ver qualquer é. A realização desse sonho de viajar para um país tão diferente me deu muito medo mas muita alegria também, senti que foi a primeira vez que segui meu coração ao invés da razão. Morei em Calcutá por 9 meses, trabalhando em uma consultoria que me lembrava muito o Banco mas tendo muitas experiências interessantes dentro e fora do trabalho. Cada dia era um despertar. Muita desigualdade, cor, comidas, o caos na terra. Geralmente as pessoas assimilam a Índia com Asharam, Gurus, ioga e meditação. Eu fui fazer exatamente o que fazia aqui, ia em balada aqui, ia em balada lá, viajava no brasil viajava lá. Porém havia algo diferente, eu percebi que tinha uma tara por templos, não podia ver algum que já ia correndo ver qual que era. Quase sempre ficava frustrado pois esperava ver algo mas não via. Sentia. Algo ali estava me despertando. E sempre, desde que saí do banco, por não saber meu sonho, perguntava para todo mundo “ Qual é o seu sonho?” Isso ia despertando meu sonho também.
Depois de morar 9 meses na Índia e mais 9 mochilando pelo sudeste asiático voltei para o Brasil muito mudado determinado a tocar o Dream’NGO como negócio social e estilo de vida. Isso era maio de 2014. Queria viver daquela forma para sempre. Voltei mais calmo e ao mesmo tempo mais irritado pois agora poderia ver a situação de injustiça que comecei a enxergar ao mesmo tempo que sentia que pertencia algo maior que conseguia sentir ( Natureza, Universo, Deus, Todo, o que você chamar). Comecei trabalhando com empreendedorismo social, marketing digital e tecnologia, mas sempre estudando cada vez mais os meus sonhos e espiritualidade  pois tinha voltado para a floresta de pedra e comecei a sentir na pele todo o padrão antigo que estava fugindo, traumas etc.

2015 foi um ano muito intenso, foi quando tive o primeiro contato com astrologia, tethahealing, leituras de auras, tantra, oráculos, arte de viver, livros akásticos, Dragon Dreaming, Física Quântica, Hélio Couto, experiências de psicodrama e muitas outras vivências que minha mente não conseguia entender mas fazia muito sentido. Me entendia naquilo que sempre zoei, esse mundo exotérico e místico que de místico não tem nada J. Somente um nome que criaram para pessoas que veem o que a ciência ainda não consegue explicar.

Conforme fui entendendo todo esse despertar da consciência, comecei a me jogar cada vez mais no mundo que quero viver, confiando mesmo. Primeiro veio a intuição de criar e atender as pessoas para despertá-las para seus sonhos com o “Atendimento do Sonhador Interno”. Que para mim foi um processo muito intenso, pois criei um atendimento baseado em minhas experiências, mas com total fundamento em física quântica. A cada atendimento que fazia, as pessoas geralmente falavam “ finalmente achei alguém que disse que não estou louco(a) e ser “louco” faz total sentido em um mundo que não concordo”. Eu evoluía mais e mais junto com as pessoas que atendia. Foi uma das primeiras vezes que senti que não estava sozinho fazendo o que estava fazendo, as palavras que falava surgiam do nada, de um lugar diferente da minha mente/ego. Sentia que servia meu propósito. Depois vieram o Workshop e finalmente o a Rede de Sonhadores do Dream’NGO.

O Birutas é uma rede onde envio cartas para as pessoas com toda as energia que tenho experienciado e tem me feito viver fora da matrix por meio dos meus sonhos e seguindo meu coração. Queria despertar cada vez mais pessoas junto comigo de uma forma periódica, um contato mais pessoal que é uma carta.  Queria também mudar totalmente o meu modo de viver, queria viver a minha verdade e minha forma de renda teria que seguir na mesma linha. Queria que a sociedade me patrocinasse, desse um aval ao sonho, colocasse meu maior medo nas mãos das pessoas, o dinheiro, ao mesmo tempo que retornava algo palpável que ajudasse as pessoas a seguir seus sonhos.  Portanto, essa rede foi o jeito mais perfeito de me expressar.

E assim comecei 2016, com muitos desafios, muitas mudanças, colocando minha vida cada vez mais nas mãos das pessoas. Escrevendo cartas mensais, me inspirando, tendo contato com muitos outros livros e conhecimento. Ah, percebi que todo esse meu sonho tinha que ficar cada vez mais real, já era vegetariano, sabia que o veganismo era minha melhor arma com todos os problemas o mundo. Logo apareceram os seguintes sonhos:  E se eu morasse em uma ecovila? E se eu voltasse a viajar novamente só que agora com um propósito de despertar da consciência? Todas essas perguntas martelavam durante o ano inteiro até que enfim em agosto de 2016 voltei a usar um mochilão novamente.

Hoje vivo com minha namorada em uma ecovila na Bahia continuando o nosso despertar e se iluminando cada vez mais. Assim possibilitando que outras luzes se acendam junto com a gente e nos inspirando nas pessoas para seguirmos acesos. Tudo é um processo, não ache que não tenho problemas e nem crises existências ou auto sabotagens. O processo é contínuo, a diferença é que agora acredito no caminho do despertar da consciência e estou criando uma realidade aonde eu não consiga mais fugir, onde não exista outra saída a não ser o serviço, entrega, amor, compaixão e finalmente a iluminação!

E posso afirmar do fundo do meu coração, eu não estou sozinho. Tem MUITA gente nesse processo. Se você se identificou com esse texto é uma delas. Vamos juntos?