Porque eu decidi viver de financiamento coletivo?

Tudo começa com a grande pergunta que comecei a fazer em 2012: “Qual é o seu sonho?”  Naquele momento estava saindo do meio corporativo para me encontrar e não tinha ideia do que era meu sonho de verdade, sabia que queria viajar o mundo mas ainda sim tinha um grande buraco dentro de mim.

Foi uma experiência incrível, incrível mesmo, ver as pessoas conhecidas e desconhecidas pensarem na pergunta e começar a contar histórias de vidas e seus sonhos. Como se pegassem um tesouro mais precioso que tinham dentro de si e mostrarem para mim com um brilho nos olhos incrível que algumas pessoas chegavam a se emocionar por lembrarem que tem tanta luz dentro dela. Eram momentos de conexão total e puro amor.

Porém logo em seguida vinha a minha segunda pergunta: “Porque você não está realizando ou vivendo disso?” E a grande maioria das pessoas falava que não tinha o dinheiro necessário para realizar. Você que está lendo provavelmente poderá sentir a mesma coisa. Uma incapacidade que se for ver na raiz tem muito da energia do dinheiro, um sentimento de “alguém” ter tirado esse seu direito. O mais engraçado era que eu sempre perguntava quanto custa seu sonho e a pessoa geralmente não sabia me dizer. Logo ela não tinha dinheiro para algo que ela nem sabia quanto. O fato é que as pessoas não conseguem olhar para o dinheiro.

O dinheiro hoje em dia tem um peso gigantesco nesse processo de inibição da realização de sonhos e o potencial das pessoas. Via que no meu caso, tinha um sonho antigo de ganhar 1 milhão antes dos trinta e como objetivo final de viajar o mundo, ou seja, o sonho passou a querer ganhar o dinheiro e não o de viajar.  Em um certo momento, eu percebi isso e decidi focar em conseguir fazer a viagem independente do dinheiro. Percebi que pessoas fizeram o mochilão de forma muito mais barata, trabalhando, ficando nas casas das pessoas. E com esse sentimento parti.

Durante minha viagem, continuei perguntando para as pessoas quais eram os sonhos delas e sempre esbarrava no dinheiro a causa da não realização. Foi em 2014/2015 que minha grana estava chegando ao fim que senti muito a escassez do dinheiro e minha preocupação ficou gigantesca, cogitando voltar a trabalhar no antigo emprego. Porém quanto mais eu confiava mais apareciam coisas para eu fazer fechando as contas no final do mês.

Foi no final de 2015 que eu decidi me aventurar e enfrentar o maior medo de frente. Aquele medo que estava fugindo. O pertencimento e a escassez (que também era de dinheiro). Decidi colocar o meu sonho para ser financiado coletivamente com objetivo de despertar as pessoas junto comigo.  E assim nasceu o Birutas. Foi uma mistura de muito medo mas muita fé também. Quando lancei, senti uma chuva de amor de pessoas entrando para contribuir com o projeto e receber as cartas mensais que mandava. O projeto me abriu portas para fazer atendimentos online e workshops de despertar da consciência e desbloqueios para realização dos sonhos. Muito amor envolvido.

Agora em dezembro, faz 1 ano que criei o Birutas que vivo emocionalmente, financeiramente e energeticamente dele. Ainda não é 100% financeiramente mas quero que o seja o quanto antes. Porém,  ainda vivo muito das minhas sombras  e entendo que o motivo disso não ter acontecido tem sido meus bloqueios que estão sumindo aos poucos. A energia que recebo dos birutas ( pessoas que apoiam a campanha) como  amor, encorajamento, confiança, aposta, dinheiro é fundamental para que isso aconteça. Tenho uma profunda gratidão pelos birutas  que retribuo passando todo esse sentimento por meio de cartas de despertar para o sonhador interno que entrego mensalmente pelos correios assim como o blog e palestras. Hoje por exemplo estou começando a passar esse meu dom aqui em Piracanga, uma ecovila que vivo atualmente.

Resumindo um pouco da introdução acima, quanto mais vivo dessa energia, mais me autoconheço. Quanto mais me autoconheço, mais conheço as pessoas em volta e entendo que todos, na verdade, somos Um. Entendo hoje que o Birutas é um ambiente que eu criei para que não funcione a não ser que eu esteja 100% confiante e entregue a humanidade.

Abaixo vou explicar o que significa a energia do Birutas vista de vários pontos de vistas: O individual que tem como foco eu ( um indivíduo). Coletivo que tem como objetivo as pessoas que apoiam o projeto. E sistêmico que tem como objetivo toda a população da terra que ficar sabendo desse projeto.

Visão Individual

Do ponto de vista individual, o projeto tem me colocado em situações que eu enxergue minhas sombras pois esse projeto funcionará somente no amor. Outro autoconhecimento profundo é a sombra de falta de pertencimento que tenho. “Será que alguém acredita no meu sonho? Vai apostar? E quando alguém sai, porque saiu? Sou eu problema e por aí vai. Será que a pessoa gostou do que estou fazendo? ”  O Birutas tem sido um laboratório para eu me ver nas relações que venho criando por conta disso. Contar dele para as pessoas e ver seus olhos brilharem me enche de entusiasmo e me faz sentir cada vez mais alinhado com o que vim fazer nessa Terra. O projeto tem me ajudado a reconectar com pessoas que já conheci por aí de uma forma mais profunda.

Visão coletiva:

Do ponto de vista do coletivo, pude perceber junto as pessoas que apostam no projeto que estamos na mesma frequência, no mesmo momento. Acreditamos na mudança do mundo por meio do despertar dos sonhos. Conexões mais profundas foram feitas por meio da energia do dinheiro, ou seja, onde a grande maioria das pessoas entendem o dinheiro como algo ruim, aqui, no projeto, ele estreitou relações. Muitos dos traumas que estou superando, os birutas também estão passando ou já passaram. É lindo ver essa união e troca.

 

Visão Sistêmica:

Um dos objetivos sistêmico com o projeto é despertar cada vez mais pessoas que tem contato com a energia do Birutas para que o despertar e a realização do sonho aconteça sem o bloqueio da escassez, principalmente dinheiro. É todos que conhecerem esse projeto pensar: “Será que é possível realizar meu sonho mesmo?  Vou conseguir dinheiro para isso? Se ele consegue, eu também consigo. Eu vou achar as primeiras 100 pessoas em 7 bilhões que apostam no meu sonho que quer despertar dentro de mim. Vou viver do meu sonho. É possível.” Basta querer e criar sua própria realidade.

Outro objetivo sistêmico é incluir cada vez mais as pessoas no sonho coletivo, onde a realização do sonho da outra pessoa também é a realização do seu sonho. Ou seja, você não precisa realizar todos os seus sonhos, alguém pode fazer isso por você e você genuinamente sentir essa gratidão profunda, logo te libera para fazer o que é essencial para você.

 

Por fim, chegando a esse pronto tenho um sentimento de que é um pouco complicado limitar o que eu sinto em palavras ao descrever o processo do Birutas, o processo de escrever as cartas, as pessoas recebendo, esse um ano que passou, saber que influencio pessoas a despertar sonhos assim como o sentimento dos birutas suportando o meu sonho. Peço que não se apegue as palavras que você acabou de ler, mas sim ao sentimento que está dentro de você nesse momento. Isso é o despertar, essa energia já está dentro de você, você concordando com isso não! J

Como diz a frase: “Tudo já foi dito, agora falta a aposta”. Estou super aberto a receber sugestões, ideias, histórias de vidas, despertar! Vamos sonhar juntos com o Birutas?